Impacto femoroacetabular: Atingimos um ponto crítico no diagnóstico e tratamento? Resultados do “InterNational Femoroacetabular Impingement Optimal Care Update Survey (IN FOCUS)”

Objetivo: Esta pesquisa internacional foi conduzida para avaliar as percepções dos cirurgiões ortopédicos sobre o diagnóstico e tratamento do impacto femoroacetabular, assim como explorar as características demográficas dos cirurgiões que realizam cirurgia para impacto femoroacetabular.

Métodos: O questionário foi desenvolvido usando literatura prévia, grupos de experts, e uma estratégia de amostra-para-redundância. O questionário continha 46 questões e foi enviado por e-mail para associações ortopédicas nacionais e sociedades de medicina esportiva buscando respostas de seus membros. Membros foram contactados em múltiplas ocasiões para aumentar a taxa de resposta.

Resultados: 900 ortopedistas de 20 organizações nacionais e internacionais completaram o questionário. Cirurgiões participaram de 6 continentes, 58.2% de nações desenvolvidas, com 35.4% tendo realizado um fellowship em medicina esportiva. Ortopedistas norte-americanos e europeus relataram uma exposição significativamente maior à artroscopia de quadril durante treinamento na residência e fellowship em comparação com outras localidades (48.0% e 44.5% respectivamente, vs 25.6%; p<.001). Cirurgiões que realizam maior volume de cirurgia de impacto femoroacetabular (>100 casos por ano) apresentaram uma chance maior de praticar ortopedia há mais de 20 anos (odds rato [OR], 1.91; 95% intervalo de confiança [IC], 1,01 a 3.63), praticar num hospital acadêmico (OR 2.25; 95%IC,1.22 a 4.15), e ter formação formal em artroscopia (OR, 46.17; 95%IC 20.28 a 105.15). Cirurgiões de volume grande apresentaram chance 2 vezes maior de praticar na América do Norte e Europa (OR, 2.26; 95%IC, 1.08 a 4.72).

Conclusões: O aumento exponencial no diagnóstico e tratamento cirúrgico do impacto femoroacetabular aparentemente ocorre em grande parte devido a cirurgiões experientes em nações desenvolvidas. Variação significativa existe em relação ao diagnóstico e manejo do impacto femoroacetabular. Nossa análise sugere que apesar do manejo do impacto femoroacetabular estar no início do ciclo de inovação, estamos num ponto crítico em direção ao aceite mais amplo desta condição.

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