ortopedista quadril perdizes

Consultório ortopedista especialista em quadril em Perdizes

O Dr Leandro Ejnisman é ortopedista especialista em quadril em Perdizes. Seu consultório fica na Rua Apiacás 85 – 3o andar no Hospital Israelita Albert Einstein – Unidade Perdizes. O Hospital Albert Einstein foi considerado este ano o 38o melhor do mundo pela Revista NewsWeek, único representante da América Latina. Conheça mais sobre a unidade Perdizes do Hospital Albert Einstein. Esta unidade avançada possui facilidade de acesso, com estacionamento no local, central de exames, e toda qualidade Einstein. Se seu convênio não possui cobertura no Hospital Albert Einstein, não se preocupe. O Dr Leandro também realiza procedimentos em diversos outros hospitais de São Paulo. Conheça mais sobre o Dr Leandro .

Se você tem uma dor no quadril, é importante uma avaliação adequada do seu problema. O ortopedista especialista em cirurgia do quadril pode te ajudar a investigar sua dor e chegar ao seu diagnóstico. Após o diagnóstico adequado, o tratamento irá começar, e pode ser baseado em diversos métodos: medicação, fisioterapia, infiltrações e eventualmente cirurgia. Se o seu caso for cirúrgico, o Dr. Leandro Ejnisman é ortopedista especialista em quadril, com vasta experiência em casos complexos, realizando cirurgias no Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo há mais de 10 anos.

Agende sua consulta com o Dr Leandro Ejnisman no consultório de Perdizes no telefone (11)21518709. E em caso de dúvidas, fique a vontade para entrar em contato pelo formulário no fim da página.

Consultório no Google Maps

 

protese quadril anterior

Prótese de quadril menos invasiva: acesso anterior direto

A prótese de quadril foi considerada a cirurgia do século XX pela revista Lancet. Ela é extremamente eficaz para diminuir a dor dos pacientes que sofrem com artrose (desgaste) do quadril. Os resultados da prótese são excelentes, e os pacientes retornam a sua atividade de vida diária sem dor, e muitos inclusive retornam ao esporte.

Na busca por um resultado ainda melhor, uma técnica menos invasiva conhecida como “via anterior”ou “acesso anterior direto” foi desenvolvida. Uma via cirúrgica é o “caminho”que o cirurgião faz para chegar na articulação. Tradicionalmente, as vias utilizadas na prótese de quadril são a lateral (pelo lado) e a posterior (por trás). Na via lateral é necessária o descolamento (desinserção) do músculo glúteo médio, enquanto na via posterior realiza-se o descolamento dos músculos rotadores externos. Em ambos os casos, os tendões são recolocados no lugar o término da cirurgia.

Já na via anterior, os músculos são apenas afastados. Como não há descolamento dos músculos, a recuperação do paciente é facilitada. Os pacientes apresentam menos dor no pós operatório inicial, e recuperam-se mais rápido. Os índices de luxação (quando a prótese  desencaixa) são muito baixos nesta técnica, permitindo que os cuidados no pós operatório inicial sejam menos rigorosos.

Em 2016, visitei o Prof Kristoff Corten na Belgica, referência mundial nesta técnica; e desde então tenho realizado prótese de quadril por via anterior com resultados excelentes. Os pacientes ficam muito satisfeitos e impressionados com a própria recuperação.

É importante a avaliação de cada caso de desgaste. Alguns pacientes com quadros muito avançados não são bons candidatos para esta técnica. Desvantagens desta via incluem: uma cicatriz menos estética, e a possibilidade de uma diminuição da sensibilidade da parte lateral da coxa. Porém, acredito que as vantagens da via anterior são maiores que estas desvantagens.

Resumindo, a prótese total de quadril tem excelentes resultados no tratamento da dor do paciente com desgaste do quadril. A via anterior vem melhorar ainda mais estes resultados e possibilitar um retorno mais rápido às atividades. Para maiores informações agende sua consulta.

Novo canal no Youtube

Criei um canal no YouTube. Lá compartilharei vídeos sobre doenças do quadril e seus tratamentos. Será uma maneira de passar conteúdo que as vezes não dá tempo de abordar numa consulta.Também facilitará para os pacientes chegarem na consulta já mais preparados e entendendo melhor o seu quadro.

Também criarei conteúdos mais específicos para ortopedistas e médicos de outras especialidades. Além disso, abordarei temas de inovação, uma das minhas paixões.

Sigam o canal e compartilhem com seus amigos e familiares. Espero que vocês gostem!

 

Apresentação atípica da fratura por estresse do colo do fêmur

Fraturas por estresse são lesões comuns na medicina esportiva. Dentre estas fraturas, as fraturas por estresse do colo femoral costumam ter um prognóstico benigno, especialmente quando ocorrem na porção medial do colo. Este relato de caso descreve uma fratura por estresse do aspecto medial do colo do fêmur que evoluiu para uma fratura completa e necessitou de intervenção cirúrgica.

Confira o artigo completo

Papel do lábio acetabular e do ligamento iliofemoral na estabilidade do quadril: um estudo in vitro utilizando fluoroscopia biplanar

Contexto: Estudos biomecânicos recentes descreveram a função do lábio acetabular e do ligamento iliofemoral na estabilidade do quadril, mas a estabilidade proporcionada relativamente por cada estrutura não foi determinada.

Hipótese: Tanto o ligamento iliofemoral quanto o lábio acetabular são importantes para a estabilidade do quadril limitando a rotação externa e a translação anterior, sendo a estabilidade proporcionada pelo ligamento iliofemoral maior que do lábio acetabular

Desenho do estudo: Estudo controlado de laboratório

Métodos: Quinze quadris de doadores masculinos foram utilizados neste estudo. Todos espécimes foram esqueletizados até a cápsula articular. Quatro marcadores metálicos de tântalo foram inseridos no fêmur e pelve de cada quadril para medir as translações e rotações do quadril utilizando a fluoroscopia biplanar enquanto um torque de 5 Nm em rotação interna ou externa foi aplicado. Os quadris foram testados em 4 ângulos de flexão (10 de extensão, neutro, e 10 e 40 de flexão) no estado intacto e após seccionar e reparar o lábio acetabular e o ligamento iliofemoral em uma ordem randomizada.

Resultados: A rotação externa aumentou significativamente do estado intacto (41.5o +/- 7.4) para o estado ligamento iliofemoral seccionado (54.4o +/- 6.6) e ambos seccionados (61.5o +/- 5.7; p<.01), mas não houve aumento significativo na rotação externa quando o lábio foi seccionado isoladamente (45.6o +/- 5.9). O estado intacto e reparado não foram estatisticamente diferentes. Rotação externa e rotação interna diminuíram significativamente quando o ângulo de flexão diminuiu de 40 de flexão para 10 de extensão (p<.001) independente da condição de secção. A translação anterior variou significativamente através dos estados de secção mas não através dos ângulos de flexão (p<.001). Os estados de ligamento seccionado (1.4 +/- 0.5mm), ambos seccionados (2.2 +/- 0.2mm), e lábio reparado (1.1 +/- 0.2mm)  resultaram num aumento significativo da translação anterior em relação ao estado intacto (-0.4 +/- 0.1mm) (p<.001).

Conclusão: O ligamento iliofemoral teve um papel significativo em limitar a rotação externa e a translação anterior do fêmur, enquanto o lábio acetabular apresentou uma função secundária na estabilidade destes movimentos.

Relevância clínica: Estes resultados sugerem que se lesados, ambos o lábio acetabular e o ligamento iliofemoral devem ser reparados cirurgicamente para restaurar a rotação e translação nativa do quadril. Além disso, um reparo cuidadoso de uma capsulotomia artroscópica deve ser realizada para evitar rotação externa e translação anterior aumentada após artroscopia.

Confira o artigo completo

A influência da via de acesso na luxação das artroplastias totais do quadril

Objetivo: Avaliar a ocorrência de luxação nas artroplastias totais do quadril não cimentadas, comparando-se os acessos posterior e lateral direto. Métodos: Estudo retrospectivo comparativo com 232 pacientes submetidos à artroplastia total do quadril não cimentada, por diagnóstico de osteoartrose primária e secundária, sendo 105 submetidos ao acesso posterior e 127 ao acesso lateral. O modelo protético utilizado foi único, assim como o protocolo de reabilitação e cuidados pós-operatórios. Foram verificados ocorrência de luxação, posicionamento acetabular e componentes utilizados. Resultados: Ocorreu um caso isolado de luxação no grupo do acesso lateral direto (0,8%) contra 0% no grupo de pacientes submetidos ao acesso posterior, sem diferença significativa (p = 1). A luxação ocorreu em uma paciente de 47 anos de idade, que foi tratada com redução incruenta sem recidiva da luxação após três anos e um mês de seguimento. O tempo de seguimento dos dois grupos variou entre seis e 42 meses, com média de 23,7 meses. Conclusão: Os autores concluem que a prevalência de luxação nas artroplastias totais do quadril é similar nos dois acessos estudados e que medidas educativas, técnica cirúrgica adequada e utilização de próteses com offsets maiores podem diminuir o risco dessa complicação. Descritores – Quadril; Artroplastia; Luxação do quadril.

Confira o artigo completo