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sintomas impacto fêmoro-acetabular

Quais são os sintomas do impacto fêmoro-acetabular?

Os sintomas do impacto fêmoro-acetabular são principalmente a dor no quadril e a diminuição da amplitude de movimento do quadril. O impacto do quadril é uma causa importante de dor no quadril, principalmente no atleta jovem, mas também pode acometer pessoas sedentárias.

Neste vídeo, publicado no canal do YouTube do Dr Leandro Ejnisman, ele explica sobre os sintomas do impacto fêmoro-acetabular e da lesão do lábio acetabular. O principal sintoma é a dor no quadril, principalmente na região da virilha, conhecida também como região inguinal. Esta dor pode ocorrer durante a atividade física, mas pode ocorrer após um ou dois dias da atividade física. É comum o sintoma de dor ao ficar sentado por longos períodos, como no avião, cinema, ou dirigindo.

O ortopedista especializado em cirurgia do quadril vai examinar o paciente durante a consulta e avaliar a amplitude de movimento do quadril. Um sinal importante é o sinal do impacto anterior, que é caracterizado pela dor no quadril durante o movimento de flexão, adução e rotação interna.

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quadril

O que é o quadril?

O que é o quadril?

Apesar desta pergunta parecer óbvia, a definição de quadril é diferente para a população leiga e para os médicos e fisioterapeutas. Quando nos referimos ao quadril, estamos falando da articulação entre a cabeça do fêmur e a bacia, na região do acetábulo. Esta articulação, que também é conhecida como coxo-femoral, fica na parte superior da coxa. Já a população leiga muitas vezes usa o termo quadril para indicar a região lombar ou mesmo da cintura.

Na região do quadril temos diversos ossos, ligamentos, músculos e outras estruturas importantes. Para saber mais detalhes, veja o vídeo do Dr Leandro Ejnisman no seu canal do YouTube. Siga o canal do Dr. leandro Ejnisman no YouTube e conheça mais sobre cirurgia do quadril. Também não se esqueça de seguir o Dr Leandro Ejnisman no Instagram.

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Contribuições da cápsula e do lábio acetabular para a mecânica do quadril no contexto da frouxidão ligamentar

Este artigo foi publicado recentemente na revista “The Orthopaedic Journal of Sports Medicine”. Ele é parte da pesquisa que realizei em Stanford durante meu pós-doutorado sobre a microinstabilidade (frouxidão ligamentar) do quadril.

Contexto: A micro-instabilidade do quadril e a patologia labial são condições comumente tratadas, e a pesquisa nesta área vem crescendo muito. Ainda há limitação no nosso entendimento sobre os efeitos biomecânicos dos efeitos da cápsula do quadril e do lábio acetabular no controle do movimento da cabeça femoral

Objetivo: O  propósito deste estudo foi determinar o papel relativo da cápsula anterior do quadril e da insuficiência labial na micro-instabilidade anterior do quadril. Nossa hipótese era: (1) lesões labiais terão mínimo efeito no movimento da cabeça femoral no estado de cápsula intacta, e (2) a cápsula e o lábio trabalham de maneira sinérgica no controle da estabilidade do quadril

Desenho do estudo: Estudo controlado de laboratório

Métodos: 12 quadris pareados de 6 pelvis cadavéricas (idade 18-41 anos) foram incluídos no estudo. Os quadris foram dissecados de todas suas partes moles com exceção da cápsula do quadril e lábio. Foram então alinhados, cortados e colocados num aparelho customizado. Um sistema de teste de materiais foi usado para alongar ciclicamente a cápsula anterior do quadril em extensão e rotação externa, seguindo o eixo mecânico do quadril. A insuficiência labial foi criada com um lesão radial do labrum, combinada com uma separação condro-labial. Um sistema de análise de movimento foi utilizado para gravar a rotação interna e externa do quadril e o deslocamento da cabeça femoral em relação ao acetábulo nas direções, anterior-posterior, medial-lateral, e superior-inferior. Variáveis de teste incluíram a basal, pós ventilação, pós alongamento da cápsula, e pós insuficiência labral.

Resultados: Ao comparar o estado ventilado com cada estado patológico, aumentos no movimento da cabeça femoral foram notados tanto no estado de frouxidão ligamentar quanto no estado de insuficiência labial. O estado combinado de insuficiência labial e frouxidão ligamentar produziu um aumento estatisticamente significativo (P<.001) na translação da cabeça femoral em comparação com o estado ventilado em todos planos de movimento.

Conclusão: Tanto a cápsula anterior quanto o lábio apresentam um papel na estabilidade do quadril. Neste estudo, a cápsula anterior do quadril foi o estabilizador primário da translação da cabeça femoral, mas lesões labiais no contexto de frouxidão ligamentar resultaram nos maiores aumentos do deslocamento da cabeça femoral

Relevância clínica: Este estudo proporciona uma avaliação biomecânica fisiológica dos restritores do quadril no contexto da microinstabilidade do quadril. Ele também avalia a importância da cápsula do quadril no manejo da lesão do labrum acetabular. Nosso estudo demonstra que lesões labrais isoladas causam mínima mudança no deslocamento da cabeça femoral, mas no contexto de uma cápsula deficiente, aumentos significativos na translação da cabeça femoral são visualizados, que podem resultar em sintomas relacionados à articulação.

Link para pdf do artigo

Doutor, quando posso voltar a dirigir?

No consultório de ortopedia, uma dúvida frequente dos pacientes é quando eles poderão voltar a dirigir após uma lesão/cirurgia ortopédica. Apesar de parecer uma dúvida simples e corriqueira, as evidências científicas neste tema ainda são escassas. Numa tentativa de sintetizar os conhecimentos da literatura sobre o assunto, duas importantes revistas ortopédicas (a americana Journal of the American Academy of Orthopaedic Surgeons e a inglesa The Bone & Joint Journal) publicaram artigos recentes sobre o tema.[1,2]

Um dos pontos mais importantes no retorno à direção é a capacidade do paciente caminhar sem apoio de muletas ou bengalas. Pacientes ainda incapazes de pisar normalmente com certeza estão incapacitados de dirigir. Além disso, vale lembrar que o lado operado também conta nessa decisão, uma vez que o membro inferior esquerdo influencia pouco na direção de um carro automático, por exemplo.

Existem alguns intervalos típicos para que o paciente possa ao menos ter uma previsão do afastamento. O tempo necessário para voltar a dirigir após uma prótese de quadril ou joelho varia de 4 a 8 semanas. Já em casos de artroscopia simples de joelho, o paciente pode voltar a dirigir em uma semana. Uma reconstrução do ligamento cruzado pode precisar de até 6 semanas de recuperação. Por outro lado, fraturas podem exigir um período maior: uma fratura do tornozelo tratada cirurgicamente pode demandar até 9 semanas de afastamento. A conclusão dos estudos é que a decisão de quando voltar a dirigir deve ser feita de maneira individualizada, sendo que fatores como idade e gravidade da lesão inicial devem ser levados em consideração.

Passado o tempo necessário sem dirigir, costumo orientar o paciente a dirigir pela primeira vez em um local tranquilo e vazio, como em um bairro residencial no fim de semana. Desta maneira, ele pode fazer uma auto-avaliação de sua capacidade num ambiente sem riscos e retornar a sua vida normal de maneira gradual e segura. É importante salientar que, legalmente, o paciente é responsável pelo seus atos. Portanto, a opinião do seu médico é importante mas o motorista é o responsável pela decisão final, devendo dirigir quando sentir-se apto a fazê-lo de maneira correta.

Referências

[1] Marecek GS, Schafer MF. Driving after orthopaedic surgery. J Am Acad Orthop Surg 2013;21:696–706.

[2] MacLeod K, Lingham A, Chatha H, Lewis J, Parkes A, Grange S, et al. “When can I return to driving?”: a review of the current literature on returning to driving after lower limb injury or arthroplasty. Bone Joint J 2013;95-B:290–4.